FUTURO

Nesta página serão publicados artigos sobre novidades ainda não disponíveis, em desenvolvimento. O que incluirá tanto pesquisas que buscam a cura, quanto tecnologias que poderão facilitar o controle do diabetes.

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INSULINA INALÁVEL, SERÁ QUE AGORA DARÁ CERTO?

Como muitos devem se lembrar há aproximadamente 5 anos, depois de decadas de expectativa a Pfizer lançou e iniciou a comercialização no mundo todos da primeira insulina inalável. Chamava-se Exhubera. Muitos, apesar do custo dos bliters de pó de insulina e do tamanho do inalador, prontamente adquiriram a novidade. Porém, em poucos meses a empresa alegou não estar tendo o retorno financeiro esperado e retirou a novidade do mercado global. Outras empresas líderes em diabetes, como a Elli Lilly e a Novo Nordisk, que estavam desenvolvendo tecnologias semelhantes, cancelaram imediatamente suas pesquisas.

exhubera

O sonho da insulina inalável parecia ter acabado. Contudo, durante o 70th Congresso da Associação Americana de Diabetes, em junho de 2010, pode-se ver que empresas menores continuam investindo nesse nicho de mercado que as gigantes do diabetes abriram mão.

Mannkind

Entre elas estão a Mannkind, que divulgou resultado de estudo de longo prazo (2 anos e pessoas com diabetes tipo 2), indicando que sua insulina inalável de ação ultra-rápida (assim como era a Exhubera) é eficaz e segura. A empreza relata ainda já ter realizado mais de 50 estudos com a insulina chamada Afrezza, em mais de 5.000 pessoas tanto com diabetes tipo 2, quanto com tipo 1. Em relação à Exhubera, o que chama a atenção é o design e tamanho diminuto do inalador.

Outra empresa, esta sediada nos Emirados Árabes, que investe em metodo menos invasivo de asministração de insulina é a Oral-Lyn da Generex Biotechnology. Diferente das demais esta já está sendo comercializada em diversos países e se trata de uma insulina de absorção oral, ou melhor, ela não precisa ser inalada, já que é absorvida na própria boca. Apesar de o aplicador ser semelhante a uma bombinha de asma, as limitações principais dessa insulina são os altos custos e a dose muito baixa fornecida por cada puff. Assim, aparentemente, trata-se de uma insulina mais adequada a pessoas com diabetes tipo 2, que precisam de poucas unidades de insulina ultra-rápida pré-refeição.

Então agora é esperar par ver se essas novas tecnologias se mostrarão realmente úteis e efetivas e, nesse caso, torcer para que cheguem logo ao Brasil.

Mais informações sobre a Afrezza: www.diabeteshealth.com
www.mannkindcorp.com
Mais informações sobre a Oral-Lyn: www.generex.com

Por Mark Barone

PÂNCREAS ARTIFICIAL, INVESTINDO PARA VIRAR REALIDADE

Pâncreas artificial ajuda 11 pacientes com diabetes a regular açúcar – Folha Ciência (15/04/2010)

Revista científica divulga resultado do teste com pâncreas artificial (Jornal Nacional, 14 de abril de 2010)

Pâncreas artificial pode ser realidade dentro de quatro anos (Ciência Hoje, 15 de abril de 2010)

O Juvenile Diabetes Research Foundation International, que financia diversos programas que buscam a cura para o diabetes, divulga no site abaixo resultado de seus investimentos em parceria com a Universidade da Virginia, para o desenvolvimento do tão sonhado pâncreas artificial.

http://www.jdrf.org/index.cfm?fuseaction=home.viewPage&page_id=4FE619DE-1321-C834-03EA38F133249485

A rede norte americana de TV ABC também fez uma matéria bastante interessante sobre o mesmo assunto, mostrando um teste clínico de outro grupo de pesquisa. Nesta matéria se vê os investimentos de um fabricante de bombas de insulina no aperfeiçoamento tecnológico que poderá revolucionar o tratamento do diabetes, com o desenvolvimento do pâncreas artificial.

http://abcnews.go.com/video/playerIndex?id=8046715

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Sensores sem fio prometem a diabéticos leitura não-invasiva de açúcar no sangue (Scientific American Brasil – 09 de abril de 2010)

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Algumas células do pâncreas podem, espontaneamente, se transformam em células produtoras de insulina

ScienceDaily (6 de abril de 2010) – As células alfa do pâncreas, que não produzem insulina, podem ser transformadas em células-beta produtoras de insulina, avançando a possibilidade de regeneração para a cura do diabetes tipo 1.

Os resultados vêm de um estudo da Universidade de Genebra, co-financiado pela Juvenile Diabetes Research Foundation, que está publicado na edição online da revista científica Nature.

Os pesquisadores, liderados pelo Dr. Pedro L. Herrera, demonstraram que as células beta se regeneram espontaneamente após sua destruição quase total, em camundongos, e que a maioria das células beta regeneradas são derivadas de células alfa do próprio pâncreas. Usando um modelo único de diabetes em ratos, em que quase todas as células beta são rapidamente destruídas, os pesquisadores descobriram que quando os ratos foram mantidos em tratamento com insulina, as células beta foram lentamente e espontaneamente restaurada, eliminando, eventualmente, a necessidade de reposição de insulina. As células alfa normalmente residem ao lado de células beta no pâncreas e são responsáveis pela secreção do hormônio hiperglicemiante glucagon. As células alfa não são atacadas pelo processo auto-imune que causa o diabetes tipo 1, destruindo as células beta.

Os resultados do Dr. Herrera são os primeiros a demonstrar que a reprogramação de células beta pode ocorrer espontaneamente, sem alterações genéticas.

Segundo o Dr. Andrew Rakeman, “se pudermos entender os sinais que estão provocando a conversão, ele abrirá uma nova estratégia de potencial de regeneração de células beta em indivíduos com diabetes tipo 1 “. “Parece que o corpo pode restaurar a função das células beta através de uma reprogramação das células alfa para se tornarem células beta, ou, como já demonstrado por outros, aumentando o crescimento de células beta existentes. Esse caminho pode ser particularmente útil em indivíduos que têm a doença há muito tempo e já não têm mais células beta. ”

Traduzido e adaptado por Mark Barone
Fontes:

http://www.sciencedaily.com/releases/2010/04/100405091926.htm

http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2010/04/05/celula-do-pancreas-se-transforma-e-produz-insulina-indica-estudo.jhtm

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Novo Nordisk inicia teste de pílula de insulina

A empresa farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk relata ter iniciado teste de um comprimido de insulina que, se bem sucedido, poderia substituir as injeções como o principal meio de controle de açúcar no sangue de milhões de pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2. A empresa tem 80 voluntários inscritos no estudo na Alemanha, e espera ter resultados preliminares para o primeiro semestre de 2011.

A busca para encontrar uma maneira de fornecer insulina sem a inconveniência de agulhas, canetas e bombas é longa. Este novo experimento vem quase três anos após a Pfizer Inc. retirar do mercado a Exubera, insulina inalada, depois de não conseguir conquistar os pacientes e profissionais de saúde.

Qualquer método que envolve a administração de insulina por via oral, deve superar os efeitos nocivos da saliva e dos sucos digestivos sobre a insulina, que é relativamente de estrutura molecular delicada. O problema é manter o hormônio intacto até que possa chegar longe o suficiente no sistema para entrar na corrente sanguínea. A nova abordagem usa um sistema de “entrega” patenteado, chamado tecnologia de melhoramento de permeação gastrointestinal (GIPET), que ajuda o intestino a absorver a insulina.

A pílula, fortemente revestida, fica protegida até chegar ao duodeno, a primeira seção do intestino delgado, logo após o estômago. Lá, como a pílula começa a se dissolver, os promotores de absorção aceleram a passagem da droga através da membrana das células e entrada na corrente sanguínea.

Em 20 estudos clínicos de uma série de drogas, a GIPET aumentou a absorção de fármacos em até 46 vezes. O novo teste irá investigar a segurança da liberação da droga e eficácia, bem como a tolerância à insulina fornecida na forma oral.

Apesar dos resultados preliminares serem esperados para 2011, caso tudo ande bem, a empresa podera começar a comercializar o produto em 6 anos, segundo o diretor Lars Sorensen.

Outras empresas também parecem interessadas no assunto. Kiran Mazumdar-Shaw, Diretor da Biocon, maior empresa de biotecnologia da Índia, anunciou em setembro, em uma entrevista em Kuala Lumpur, que pretende iniciar a produção comercial de uma pílula de insulina no prazo de 18 meses. O hormônio é administrado por via oral, e está no final das três fases de estudos em pacientes que as agências geralmente exigem, para aprovação de medicamentos.

Fontes:

Patrick Totty. Novo Enters Phase 1 Test of an Insulin Pill. Diabetes Health, Dec. 24, 2009. Disponível em: http://www.diabeteshealth.com/read/2009/12/24/6494/novo-enters-phase-1-test-of-an-insulin-pill-/

Toni Clarke and Ben Hirschler. Novo Nordisk makes progress with oral insulin. Reuters. Disponível em: http://www.reuters.com/article/idUSTRE5AA3R420091111

Michelle Fay Cortez. Novo Starts First Insulin Pill Test in Bid to Replace Injection. Bloomberg.com. Disponível em: http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601124&sid=a3qc_2S67XHc

Traduzido e adaptado por Mark Barone

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07/09/2009 – 10h17
Transplante mais “suave” ataca diabetes
REINALDO JOSÉ LOPES
da Folha de S. Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u620419.shtml

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Para estrear fizemos um resumo da matéria publicada na última revista “Countdown to a cure”, da Juvenile Diabetes Research Foundation International (JDRF).

Novo Tipo de Insulina Pode Ser Um Grande Avanço

A Insulina Inteligente (SmartInsulin), que está em fase de testes pré-clínicos, foi desenvolvida para agir somente quando o nível de glicose subir. Isto é, quando a glicemia da pessoa estiver baixa a Insulina Inteligente fica inativa, mas quando a glicemia chegar a um certo limite (subir) a Insulina Inteligente começa a agir. Segundo os pesquisadores, a Insulina Inteligente substituiria tanto a insulina lenta (basal) quanto a rápida (bolus). Seria necessário aplicar apenas uma vez ao dia, e a Insulina Inteligente agiria na quantidade certa conforme a necessidade.

Os engenheiros da SmartCell, Inc. desenvolveram a Insulina Inteligente ligando a insulina a um polímero biodegradável. Este polímero contém “moléculas de ligação” que mantém a insulina inativa até que a glicose suba. Então, ao subir, a insulina é liberada na corrente sanguínea.

Os pesquisadores relatam resultados muito positivos em animais com diabetes. Em experimento, os animais, usando monitor contínuo de glicose, foram injetados a Insulina Inteligente e após injetados açúcar, simulando uma refeição. Pôde-se verificar com isso que a Insulina Inteligente é “capaz de sentir” e se adaptar a flutuações glicêmicas, e liberar insulina quando preciso.

O presidente da empresa, Todd Zion, diz que a formula que desenvolveram é dirigida a permitir que portadores de diabetes possam atingir ótimo controle glicêmico, evitando flutuações glicêmicas e hipoglicemias severas.

Kevin Gault. New type of insulin could be a breakthrough. Countdown to a cure, Juvenile Diabetes Research Foundation International (JDRF), New York, pp. 20-21, Spring 2009.