Publicações arquivadas sob Oficina de Educação em Diabetes

Superando Expectativas e Próximo Passo

Reportagem: Flavia Garcia Reis

Na última semana, de 3 a 6 de junho, aconteceu a 1º Oficina de Trabalho sobre Educação em Diabetes, em Brasília. Seu objetivo foi discutir, propor ações e elaborar um documento, com base em experiências nacionais e latino-americanas, para um modelo de educação em saúde voltado às pessoas portadoras de diabetes. A iniciativa da Associação de Diabetes Juvenil - em parceria com a Organização Pan-americana da Saúde, a Federação Internacional de Diabetes e a Rede Nacional de Pessoas com Diabetes – contou com o apoio do Ministério da Saúde.

O Sr. Sérgio Metzger, presidente da comissão organizadora do evento, afirmou que teve suas expectativas superadas. Participaram da oficina 150 pessoas, dentre educadores, prestadores de serviço e o grupo latino-americano. “Superou no sentido da seriedade, da forma como foi conduzido e do nível dos debates. É claro que, em um encontro como este, não é possível esgotar os assuntos, em um primeiro encontro. Temos um compromisso de realizar o segundo encontro em dezembro, durante o congresso da ADJ”, afirmou ele.

Conforme informado aqui no blog, ficou definido que será montado um grupo de trabalho para definir a unificação das propostas apresentadas durante o evento.

1 comentário 13 de Junho de 2007 às 15:31 admin

Fórum Nacional Aborda Compromissos

Reportagem: Flavia Garcia Reis

Na tarde do dia 6 de junho aconteceu o fórum de debates para verificar a viabilização da Lei Federal 11.347, que entrará em vigor a partir de 28 de setembro de 2007. Durante a seção houve discussão dos compromissos, fortalecimento e racionalização de custos e logística entre o governo, a sociedade civil e os laboratórios farmacêuticos.

O debate transcorreu de forma democrática. Cada participante pôde apresentar suas questões aos organizadores e representantes presentes. A Sra. Rosa Sampaio fez alguns esclarecimentos em relação às disponibilidades do governo em oferecer os medicamentos e insumos para os pacientes com diabetes. Afinal, a verba do Ministério da Saúde é dividida por todas as doenças.

O caso específico do estado de São Paulo, no qual existe lei estadual em vigor desde o ano de 2000, foi explicado pela Dra. Júlia Kenji. Segundo ela, lá a distribuição dos medicamentos e insumos é feita com base na prescrição médica. Com a Lei Federal também será assim, por isso precisa que os pacientes estejam cadastrados. É sabido quantos municípios recebem e qual a quantidade, mas quantos pacientes recebem não é mensurável.

O SUS e o Hiperdia

A Sra. Rosa Sampaio – coordenadora nacional do Hiperdia – explicou que o SUS (Sistema Único de Saúde) é bipartite. Ou seja, estados e municípios têm autonomia constitucional. Assim, o que é aprovado pelo Ministério da Saúde não necessariamente será implantado daquela forma nos estados. Ela informou, ainda, que as políticas nacionais do SUS funcionam com base em consensos entre o ministério e as secretarias de saúde. “O Hiperdia foi criado, em 2001, para ser obrigatório. Porém, em 2006 identificamos um número muito baixo de pacientes cadastrados, e percebemos que a portaria não estava funcionando direito”, informou ela, ressaltando que, como o acesso aos medicamentos não pode ser negado aos pacientes, o problema é bem maior.

O número de pessoas com diabetes diagnosticadas no Brasil, segundo dados apresentados por ela, é superior a 700 mil – sendo 476 mil, pacientes com diabetes tipo 2; e 280 mil, tipo 1. “O sistema foi criado, mas não podemos obrigar que os municípios usem o Hiperdia, nós apenas estimulamos. Esperamos que até setembro possamos compactuar com os estados para que a lei funcione”, completou, lembrando que não basta saber a quantidade de pacientes, é preciso saber onde eles estão. A Sra. Rosa Sampaio espera que os participantes da Oficina ajudem no cadastro destes pacientes.

O grande dilema do SUS é que, por não ter todos os pacientes cadastrados, os insumos e medicamentos acabam antes do tempo e os postos de saúde ficam sem estes recursos para oferecer aos pacientes. Como o governo os obtém por meio de licitações, não é possível pegar em uma farmácia e oferecer ao paciente, por exemplo.

Propostas Apresentadas

O Sr. Sérgio Metzger – representante da RNPD e ADJ no Conselho Nacional de Saúde – sugeriu que a assistência farmacêutica aumente de 380 milhões/ano para 1,5 bilhão de reais, contemplando medicamentos já incluídos no protocolo e novos insumos e medicamentos, na proporção de 80 % dos atuais e 20% para os novos. Outra proposta foi a inclusão de medicamentos mais avançados no programa Farmácia Popular. Desta forma, indústria, governo e distribuidores dividiriam 90% dos custos e o consumidor pagaria apenas 10% do valor do medicamento. “Assim, um medicamento oral ou insulina de R$ 200,00 sairia por R$ 20,00 para o consumidor final na rede de farmácias. Aliviando, neste sentido, a verba de 100% na assistência farmacêutica, ampliando significativamente os usuários com diabetes tipo 1 e 2”, ressaltou.

2 comentários às 15:31 admin

Traçando o Perfil do Educador (2)

Reportagem: Flavia Garcia Reis

Muitos profissionais presentes na Oficina atuam com a educação em diabetes e acreditam que deveriam ter um reconhecimento imediato para suprir as necessidades de emergência para o cumprimento da lei federal, a partir de setembro. A validação deste programa emergencial – reconhecendo as pessoas que já trabalham com a educação dos pacientes com diabetes – seria feita pela Relad ou mesmo por uma junção das associações de pacientes e sociedades científicas envolvidas com o diabetes, em conjunto com o Ministério da Saúde.

A formação de novas equipes de educadores, no mínimo uma por cada macro região, é necessária para que um maior número de pacientes seja atingido. Porém, segundo a Sra. Rosa Sampaio, coordenadora geral do programa nacional de diabetes e hipertensão (Hiperdia), o acesso aos suprimentos e medicamentos relacionados ao tratamento do diabetes, previstos na lei 11.347, não pode ser negado aos pacientes, nem mesmo aos não cadastrados em um programa de educação. Mas cabe aos profissionais de saúde orientar os pacientes para que eles se cadastrem, pois o cadastro facilitará o processo e permitirá um melhor atendimento.

O Sr. Sérgio Metzger, diretor da RNPD e Relad, lembrou a importância da conscientização nacional em relação aos pacientes mais carentes. “É preciso lembrar que o governo federal tem uma verba X para gastar com os medicamentos à população carente. Precisamos garantir que os pacientes atendidos pela lei sejam realmente os mais necessitados”, enfatizou.

Características Individuais

Em relação aos requisitos mínimos individuais foram citados: empatia, sensibilidade à causa, conhecimento do diabetes, habilidade pedagógica, criatividade, ética, o dom da comunicação, persistência, paciência, conviver com pessoas com diabetes, saber ouvir, trabalhar em equipe e estar periodicamente atualizado. Além disso, ter habilidade para articular em prol da implementação da lei, organizar o serviço com base em um protocolo estabelecido pela região (este protocolo ainda não existe).

Um ponto muito importante abordado na discussão do dia 4 de junho foi a questão que educador em diabetes não deve fazer prescrição de medicamentos. Afinal, além de qualquer profissional da saúde poder se tornar um educador, o tratamento terapêutico defendido por eles é a instrução do paciente para que sejam evitadas as complicações.

Adicionar comentário 11 de Junho de 2007 às 11:20 admin

Montando o Programa Nacional

Reportagem: Flavia Garcia Reis

Os debates realizados na sala da oficina nacional formarão o documento do modelo para o Programa Nacional, que deverá incluir os formatos para a capacitação dos educadores e para o monitoramento de qualidade para avaliar os mesmos. Conforme informado, os participantes se dividiram em quatro grupos – regiões Norte e Nordeste; região Centro-Oeste; regiões Sul e Sudeste; e São Paulo – e responderam determinadas perguntas encaminhadas pelos organizadores da Oficina.

Na manhã do último dia do evento foi realizada uma Plenária para unir as questões abordadas por cada grupo durante a Oficina. Foi verificado um consenso na base das propostas apresentadas pelos quatro gupos, o que representou um ponto bastante positivo. Entretanto, em relação às definições do perfil do educador, critérios de inclusão e exclusão, currículo, carga horária, material educativo e certificação, os presentes concordaram com a indicação de um grupo de trabalho para a discussão e unificação do documento que será encaminhado ao Ministério da Saúde.

Grupo de Trabalho

Ficou definido, então, que num prazo de 30 dias (até 6 de julho de 2007) as propostas serão analisadas pelo grupo formado por um representante de cada entidade abaixo citada:

- Associações: ADJ, Relad, RNPD, Fenad
- Sociedades Científicas: SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) e SBMF (Sociedade Brasileira de Medicina da Família)
- Universidades
- Conselhos: Conass, Conasems e Conselho Nacional de Saúde
- Ministérios: MEC e Ministério da Saúde

Esses atores deverão chegar a um consenso em cima das propostas descritas, durante a 1ª Oficina de Trabalho sobre Educação em Diabetes. Eles fecharão o documento que será passado a todos os participantes desta primeira etapa de trabalho.

Próximas Etapas

Após a elaboração deste programa nacional, com particularidades para os 27 estados brasileiros, a intenção é realizar encontros estaduais para o treinamento e divulgação das informações e deliberações da 1ª Oficina.

É importante também a montagem de um banco de dados dos centros que já fazem a educação em diabetes, em todo o país, para que seja enviado ao Ministério da Saúde, junto com o Programa Nacional, para que o governo possa certificar estes centros. Os organizadores da 1ª Oficina solicitaram que os centros de educação do paciente com diabetes que queiram ser certificados encminhem seus dados para a Relad.

2 comentários às 11:18 admin

Atividades na América Latina

Reportagem: Flavia Garcia Reis

A sala da Oficina Latino-Americana fez uma relação de compromissos assumidos por cada país até a próxima oficina, em 2009. A Sra. Rosário García orienta que os países precisam de um modelo de educação unificado, mesmo em casos de países muito grandes e diversificados como o Brasil, tendo os princípios básicos iguais. Além disso, ela afirma que as pessoas com diabetes são muito potenciais para participar do processo de educação. “É importante ainda que todos os grupos de educação tenham um profissional formado pela IDF”, afirma.

Os participantes de cada país apontaram alguns compromissos bastante possíveis e outros ambiciosos, ou com metas e prazos muito estreitos. Nestes casos os senhores Edwin Jimenéz Sancho, Sussana Feria de Campanella (ambos da IDF-Saca) e Rosário García orientaram os grupos para estabelecerem metas mais fáceis de serem cumpridas nestes dois anos.

Certos países já possuem a formação e certificação de educadores conforme o modelo da IDF e pretendem continuar as atividades desenvolvidas e ampliar a divulgação da educação de forma a atingir um maior número de pacientes. Abaixo seguem os compromissos assumidos por alguns países da américa latina:

Uruguai – unir a sociedade científica com as associações e atuar com base no modelo de formação de educadores da IDF para formar um educador em cada distrito, iniciando o curso no segundo semestre de 2007.

Brasil – estruturar um programa nacional de educação em diabetes, adaptável a cada região, junto com os ministério da Saúde (MS) e da Educação e Cultura (MEC). Está sendo criada a Relad Brasil (com a nomeação dos consultores) e, os participantes desta oficina, estão redigindo e analisando as propostas para este programa.

Nicarágua – revisar o programa existente no país (com grupos formados por endocrinologista, psicólogo, nutricionista e voluntário) e incorporar pessoas com diabetes na capacitação.

Porto Rico – atualizar o currículo de ensino para oferecer um curso de educador em diabetes, antes do final do ano 2008 e estabelecer, por escrito, um acordo com as entidades e o governo.

Colômbia – submeter á IDF-Saca o trabalho existente no país para que este seja validado e permitir que outros países possam utilizá-lo, certificar os profissionais e oferecer um estudo piloto de capacitação da educação latino-americana.

Equador – buscar aliança com as unidades de endocrinologia e criar uma equipe de trabalho multidisciplinar que atuará de acordo com os moldes da IDF, neste primeiro ano, para que esta equipe dissemine a educação em diabetes por todo o país, instruíndo e formando equipes.

1 comentário às 11:14 admin

Desafios da Lei 11.347

Reportagem: Flavia Garcia Reis

Os participantes da oficina nacional concluíram que alguns desafios precisam ser superados como, por exemplo, a sensibilização dos gestores para que trabalhem as questões políticas e financeiras necessárias para a suplementação da lei. Além disso, a busca do equilíbrio entre usuários e gestores, bem como a divulgação da lei aos pacientes e sensibilização dos mesmos, são fundamentais para o controle social da lei.

A partir das 14h de amanhã (quarta-feira, 6 de junho), será realizado um Fórum Nacional para discutir os compromissos da Lei Federal11.347. Neste encontro, serão abordados os seguintes tópicos: fornecimento e racionalização de custos e logística entre governo, sociedade civil e indústria farmacêutica.

Leia a lei na Íntegra

Adicionar comentário 5 de Junho de 2007 às 17:07 admin

Traçando o Perfil do Educador

Reportagem: Flavia Garcia Reis

A sala nacional está realizando debates setorizados para montar um panorama da atual situação da educação em diabetes, no Brasil. Os participantes se dividiram em quatro grupos para debates – regiões Norte e Nordeste; região Centro-Oeste; regiões Sul e Sudeste; e São Paulo – e responderam determinadas perguntas encaminhadas pelos organizadores da Oficina. Os resultados destes debates formarão o documento do modelo para o Programa Nacional, que deverá incluir os formatos para a capacitação dos educadores e para o monitoramento da qualidade, para avaliar os mesmos.

Atualmente não há como mensurar o número de pessoas que trabalha com a educação dos pacientes com diabetes, tendo em vista que no Brasil não há uma certificação, ou mesmo formação, deste profissionais. Com a continuação dos trabalhos iniciados pela Relad, nesta Oficina, os organizadores esperam desenvolver um formato unificado e que atenda a todos os estados brasileiros. No Brasil, existem vários serviços de endocrinologia, hospitais, universidades e centros de atendimento ao paciente que atuam com a educação, mas não há um programa do Governo
Federal.

Em relação aos requisitos mínimos para os educadores que estão sendo discutidos na Oficina, um dos primeiros pontos foi a definição de três níveis básicos para a formação deles:

1. Profissional graduado em nível superior que trabalha na área da saúde
2. Profissionais de nível médio e técnico que atuem em saúde
3. Agentes comunitários, comunidade em geral, pacientes e familiares

Características Individuais

Ter empatia, sensibilidade à causa, conhecimento do diabetes, habilidade pedagógica, criatividade, ética, o dom da comunicação, ser persistente, paciente, conviver com pessoas com diabetes, saber ouvir, trabalhar em equipe e estar periodicamente atualizado foram os itens citados como requisitos para os educadores. Além disso, ter habilidade para articular em prol da implementação da lei, organizar o serviço com base em um protocolo estabelecido pela região (este protocolo ainda não existe).

Um ponto muito importante, abordado na discussão do dia 4 de junho, foi a questão que educador em diabetes não deve fazer prescrição de medicamentos. Afinal, além de qualquer profissional da saúde poder se tornar um educador, o tratamento terapêutico defendido é a instrução do paciente, para que sejam evitadas as complicações.

2 comentários às 17:05 admin

Conscientização dos Profissionais

Reportagem: Flavia Garcia Reis

Em primeiro lugar, é preciso que os profissionais acreditem na propriedade terapêutica da educação em saúde. Esta opinião é comum entre os vários profissionais presentes na 1ª Oficina. Para Rosa Sampaio – do Ministério da Saúde – é preciso, ainda, trabalhar o conceito do cuidado continuado. Ou seja, a formação de um ciclo de atenção ao paciente, que vai desde o cuidado familiar, passando pela atenção básica (com primeira consulta, orientações gerais), pelas equipes de urgência e emergência, internação, cirurgia e todas as etapas envolvidas, voltando sempre para a atenção básica.

Para o endocrinologista Raimundo Sotero, presidente da Regional de Sergipe da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, é preciso que esta preocupação com a educação do paciente seja geral. “Deve ser como um “spam” do bem. Não adianta achar que o método funciona. Nós temos certeza que educar é evitar complicações. Ter diabetes não é um atestado de complicação, é apenas uma aquisição de um problema crônico, que vai depender do paciente se o saldo será positivo ou negativo. E, para que o paciente tenha ciência dos problemas que poderá enfrentar, ele precisa ser instruído”, afirma ele.

A Dra. Adriana Costa e Forti, representante da Sociedade Brasileira de Diabetes, presente na Oficina, acredita que este processo de “dar as mãos” - iniciado com a criação da Relad e fortalecido pela realização deste evento e pela criação da Relad Brasil - é tão importante quanto a conscientização dos profissionais da saúde.

Estão envolvidos: Governo federal, gestores estaduais e municipais, a Sociedade Científica, a sociedade civil, prestadores de serviço e usuários (pacientes e familiares). Todos em prol de um mesmo objetivo.

“Sabemos que a educação é a arma terapêutica mais importante para o diabetes. Estamos vendo, aqui, esta movimentação em torno da criação de uma rede, que agrega diversas entidades preocupadas e atentas com a atenção à educação. Estou muito animada com este movimento, já institucionalizado, e acho que é por aí. O processo educativo requer que todos estes atores estejam ativos e participando de um mesmo objetivo”, finaliza a Dra. Adriana.

Adicionar comentário às 11:58 admin

Atlas de Educação em Diabetes

Reportagem: Flavia Garcia Reis

Uma pesquisa mundial, realizada pela OPAS e OMS, resultou na publicação de um Atlas que identifica os programas educativos, dificuldades, número de pacientes em cada país participante. Durante esta 1ª Oficina Brasileira e Latino-Americana de Educação em Diabetes, o atlas foi apresentado pela Sra. Micheline Meiners.

Sua meta era desenvolver um documento que pudesse reunir os dados dos programas existentes, de forma a possibilitar a troca de experiência entre eles e contribuir para o surgimento de novos centros de educação de pacientes. Apenas os casos de Diabetes Melittus tipo 2 (DM2) foram analisados neste trabalho, que englobou 19 países, entre os anos de 1999 e 2002.

A crescente incidência do aparecimento do diabetes tipo 2 em pacientes jovens, em idade reprodutiva – situação preocupante devido ao fator de hereditariedade do DM – foi um dos principais problemas identificados durante esta pesquisa. Foi atestado, ainda, que os custos governamentais em relação ao diabetes representam de 2,5% a 15% do total gasto pelos sistemas de saúde nos países. Outro fator preocupante citado foi a questão psicossocial dos pacientes.

Segundo Micheline, com este trabalho foi possível perceber que existem muitos programas educativos interessantes e bem elaborados, nos países da América Latina, para o paciente com DM2. Entretanto, também há uma enorme falta de conhecimento dos profissionais e associações, que acabam não trocando informações antes de criar o seu programa e encontrando muitas dificuldades, por acharem ser pioneiros.

A proposta – de Sergio Metzger, Edwin Jimenés, da própria Micheline e de alguns profissionais presentes – foi a criação de um Atlas Nacional, e atualizado. Até porque nestes últimos 5 anos alguns centros iniciaram seus trabalhos educativos com pacientes.

2 comentários às 11:56 admin

Foco no Paciente

Reportagem: Flavia Garcia Reis

Betsy Rodriguez
A Sra. Betsy Rodriguez reforçou a importâcia de o educador saber como abordar os pacientes, lembrando que são mais do que resultados de exames e que não há uma forma única de orientação para eles. É preciso bom senso e avaliação caso a caso. Durante sua apresentação na tarde de hoje (4 de junho), ela mostrou os sete comportamentos que devem ser inseridos no dia-a-dia do paciente. São eles:

1. Se alimentar de forma saudável.
2. Praticar atividades físicas.
3. Monitorar os valores da glicemia, lipídeos, pressão arterial, etc.
4. Utilizar a medicação corretamente (quando necessária).
5. Encontrar soluções agradáveis para as suas limitações.
6. Reduzir os riscos de ter complicações.
7. Se adaptar a um estilo de vida saudável e às condições que o diabetes impõe.

1 comentário 4 de Junho de 2007 às 18:41 admin

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