Reportagem: Flavia Garcia Reis
Na tarde do dia 6 de junho aconteceu o fórum de debates para verificar a viabilização da Lei Federal 11.347, que entrará em vigor a partir de 28 de setembro de 2007. Durante a seção houve discussão dos compromissos, fortalecimento e racionalização de custos e logística entre o governo, a sociedade civil e os laboratórios farmacêuticos.
O debate transcorreu de forma democrática. Cada participante pôde apresentar suas questões aos organizadores e representantes presentes. A Sra. Rosa Sampaio fez alguns esclarecimentos em relação às disponibilidades do governo em oferecer os medicamentos e insumos para os pacientes com diabetes. Afinal, a verba do Ministério da Saúde é dividida por todas as doenças.
O caso específico do estado de São Paulo, no qual existe lei estadual em vigor desde o ano de 2000, foi explicado pela Dra. Júlia Kenji. Segundo ela, lá a distribuição dos medicamentos e insumos é feita com base na prescrição médica. Com a Lei Federal também será assim, por isso precisa que os pacientes estejam cadastrados. É sabido quantos municípios recebem e qual a quantidade, mas quantos pacientes recebem não é mensurável.
O SUS e o Hiperdia
A Sra. Rosa Sampaio – coordenadora nacional do Hiperdia – explicou que o SUS (Sistema Único de Saúde) é bipartite. Ou seja, estados e municípios têm autonomia constitucional. Assim, o que é aprovado pelo Ministério da Saúde não necessariamente será implantado daquela forma nos estados. Ela informou, ainda, que as políticas nacionais do SUS funcionam com base em consensos entre o ministério e as secretarias de saúde. “O Hiperdia foi criado, em 2001, para ser obrigatório. Porém, em 2006 identificamos um número muito baixo de pacientes cadastrados, e percebemos que a portaria não estava funcionando direito”, informou ela, ressaltando que, como o acesso aos medicamentos não pode ser negado aos pacientes, o problema é bem maior.
O número de pessoas com diabetes diagnosticadas no Brasil, segundo dados apresentados por ela, é superior a 700 mil – sendo 476 mil, pacientes com diabetes tipo 2; e 280 mil, tipo 1. “O sistema foi criado, mas não podemos obrigar que os municípios usem o Hiperdia, nós apenas estimulamos. Esperamos que até setembro possamos compactuar com os estados para que a lei funcione”, completou, lembrando que não basta saber a quantidade de pacientes, é preciso saber onde eles estão. A Sra. Rosa Sampaio espera que os participantes da Oficina ajudem no cadastro destes pacientes.
O grande dilema do SUS é que, por não ter todos os pacientes cadastrados, os insumos e medicamentos acabam antes do tempo e os postos de saúde ficam sem estes recursos para oferecer aos pacientes. Como o governo os obtém por meio de licitações, não é possível pegar em uma farmácia e oferecer ao paciente, por exemplo.
Propostas Apresentadas
O Sr. Sérgio Metzger – representante da RNPD e ADJ no Conselho Nacional de Saúde – sugeriu que a assistência farmacêutica aumente de 380 milhões/ano para 1,5 bilhão de reais, contemplando medicamentos já incluídos no protocolo e novos insumos e medicamentos, na proporção de 80 % dos atuais e 20% para os novos. Outra proposta foi a inclusão de medicamentos mais avançados no programa Farmácia Popular. Desta forma, indústria, governo e distribuidores dividiriam 90% dos custos e o consumidor pagaria apenas 10% do valor do medicamento. “Assim, um medicamento oral ou insulina de R$ 200,00 sairia por R$ 20,00 para o consumidor final na rede de farmácias. Aliviando, neste sentido, a verba de 100% na assistência farmacêutica, ampliando significativamente os usuários com diabetes tipo 1 e 2”, ressaltou.
13 de junho de 2007
admin
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Acredito que o programa HiperDia é muito bom. o que falta é um compromisso por parte das autoridades municipais e estaduais em usá-lo corretamente. è necessário entender que o cadastramento afasta o desasbastecimento de insumos e medicamentos, pois ajuda a montar uma estratégia de compra licitatória capaz de prever o consumo mensal evitando que o paciente fique desamparado. Acredito que uma campanha esclarecedora sobre a importância do cadastramento é vital para estimular novos adeptos.
em meu municipio no local onde atuava , fui colocado a disposição por praticar a cidadania , monstrando nas consultas o aspecto democratico a lei que-os ampara . e sabe o que me aconteceu fui chamaso de louco e me afastaram ; pergunto se tal atitude demonstrada não tem aspecto suspeito , haja visto que eu tinha até que justificar porque tal paciente teria que usar a insulina analoga , muito pouco paciente vem se beneficiando de insumos obrigatórios quanto assistencial por favor me ajudem estou muito magoado em que ajudar e derrepende sou tido como ativista e louco.
O Programa Hiperdia é muito eficiente, se houver compromisso dos gestores e profissionais, bem como o cuidado com a disposição de medicamentos, visto que esta é a maior motivação da população para comparecer às consultas nas Unidades de Saúde.Outro ponto importante é a atenção quanto ao controle dos pacientes e cadastros em casos como mudança de endereços, novos cadastros e óbitos, para que o programa não transmita dados inexistentes ou desatualizados. Fiz monografia a respeito do Programa, e através dos resultados, os gestores melhoraram seus resultados em meu município – Ibicaraí, Bahia.