Reportagem: Flavia Garcia Reis
Muitos profissionais presentes na Oficina atuam com a educação em diabetes e acreditam que deveriam ter um reconhecimento imediato para suprir as necessidades de emergência para o cumprimento da lei federal, a partir de setembro. A validação deste programa emergencial – reconhecendo as pessoas que já trabalham com a educação dos pacientes com diabetes – seria feita pela Relad ou mesmo por uma junção das associações de pacientes e sociedades científicas envolvidas com o diabetes, em conjunto com o Ministério da Saúde.
A formação de novas equipes de educadores, no mínimo uma por cada macro região, é necessária para que um maior número de pacientes seja atingido. Porém, segundo a Sra. Rosa Sampaio, coordenadora geral do programa nacional de diabetes e hipertensão (Hiperdia), o acesso aos suprimentos e medicamentos relacionados ao tratamento do diabetes, previstos na lei 11.347, não pode ser negado aos pacientes, nem mesmo aos não cadastrados em um programa de educação. Mas cabe aos profissionais de saúde orientar os pacientes para que eles se cadastrem, pois o cadastro facilitará o processo e permitirá um melhor atendimento.
O Sr. Sérgio Metzger, diretor da RNPD e Relad, lembrou a importância da conscientização nacional em relação aos pacientes mais carentes. “É preciso lembrar que o governo federal tem uma verba X para gastar com os medicamentos à população carente. Precisamos garantir que os pacientes atendidos pela lei sejam realmente os mais necessitados”, enfatizou.
Características Individuais
Em relação aos requisitos mínimos individuais foram citados: empatia, sensibilidade à causa, conhecimento do diabetes, habilidade pedagógica, criatividade, ética, o dom da comunicação, persistência, paciência, conviver com pessoas com diabetes, saber ouvir, trabalhar em equipe e estar periodicamente atualizado. Além disso, ter habilidade para articular em prol da implementação da lei, organizar o serviço com base em um protocolo estabelecido pela região (este protocolo ainda não existe).
Um ponto muito importante abordado na discussão do dia 4 de junho foi a questão que educador em diabetes não deve fazer prescrição de medicamentos. Afinal, além de qualquer profissional da saúde poder se tornar um educador, o tratamento terapêutico defendido por eles é a instrução do paciente para que sejam evitadas as complicações.
11 de junho de 2007
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