Reportagem: Flavia Garcia Reis
A sala nacional está realizando debates setorizados para montar um panorama da atual situação da educação em diabetes, no Brasil. Os participantes se dividiram em quatro grupos para debates – regiões Norte e Nordeste; região Centro-Oeste; regiões Sul e Sudeste; e São Paulo – e responderam determinadas perguntas encaminhadas pelos organizadores da Oficina. Os resultados destes debates formarão o documento do modelo para o Programa Nacional, que deverá incluir os formatos para a capacitação dos educadores e para o monitoramento da qualidade, para avaliar os mesmos.
Atualmente não há como mensurar o número de pessoas que trabalha com a educação dos pacientes com diabetes, tendo em vista que no Brasil não há uma certificação, ou mesmo formação, deste profissionais. Com a continuação dos trabalhos iniciados pela Relad, nesta Oficina, os organizadores esperam desenvolver um formato unificado e que atenda a todos os estados brasileiros. No Brasil, existem vários serviços de endocrinologia, hospitais, universidades e centros de atendimento ao paciente que atuam com a educação, mas não há um programa do Governo
Federal.
Em relação aos requisitos mínimos para os educadores que estão sendo discutidos na Oficina, um dos primeiros pontos foi a definição de três níveis básicos para a formação deles:
1. Profissional graduado em nível superior que trabalha na área da saúde
2. Profissionais de nível médio e técnico que atuem em saúde
3. Agentes comunitários, comunidade em geral, pacientes e familiares
Características Individuais
Ter empatia, sensibilidade à causa, conhecimento do diabetes, habilidade pedagógica, criatividade, ética, o dom da comunicação, ser persistente, paciente, conviver com pessoas com diabetes, saber ouvir, trabalhar em equipe e estar periodicamente atualizado foram os itens citados como requisitos para os educadores. Além disso, ter habilidade para articular em prol da implementação da lei, organizar o serviço com base em um protocolo estabelecido pela região (este protocolo ainda não existe).
Um ponto muito importante, abordado na discussão do dia 4 de junho, foi a questão que educador em diabetes não deve fazer prescrição de medicamentos. Afinal, além de qualquer profissional da saúde poder se tornar um educador, o tratamento terapêutico defendido é a instrução do paciente, para que sejam evitadas as complicações.
5 de junho de 2007
admin
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Não ficou definido aqueles 3 níveis destacados no texto, não. Desculpe, mas não foi isso o decidido na plenária e, sim, que seriam, sim, 3 níveis.
1) Profissionais graduados em nível superior (dúvidas a serem ainda definidas: a)que é da área de saúde ou trabalha com saúde; b)que já atua ou ainda não com diabetes – mas não que seriam necessariamente ou só médicos graduados.Esses fariam um curso possivelmente de especialização.
2) Outros profissionais, pelo menos de nível técnico, que atuem em saúde – que seriam capacitados possivelmente por meio de um curso do tipo aperfeiçoamento ou semelhante
3) demais pessoas interessadas ou necessárias, como agentes de saúde, familiares, portadores de diabetes, auxiliares e pessoas de destaque e pelo menos mínima competência na comunidade..
Seriam , sim, 3 níveis básicos de formação, mas definidos de forma geral por estes critérios e a serem ainda delimitados por critérios mais específicos ainda não determinados e que deverão ser adequados às realidades locais.
Aliás, as discussões foram muito proveitosas. E foi muito destacada, tanto no lado latino-americano quanto brasileiro, a importãncia de ter competências pedagógicas além das competências em diabetes
Olá, meu nome é Denise Coelho. sou mãe de um jovem diabético diagnosticado há dois anos. Nesta ocasião passei a estudar a doença e tudo que se refere a ela para tratamento e prevenção de complicações. Descobri a necessidade de trazer serviços e produtos para uma região inteira (litoral gaúcho – 24 cidades) que deixavam à mercê centenas de pacientes do tipo 1 e 2 – quanto a orientação, principalmente. consegui uma franquia da Farmamellitus e abri uma loja onde trabalho e presto auxílio aos diabéticos que estão redescobreindo sua maneira de ver e tratar a doença. Gostaria, portanto, de me toranar oficialmente uma educadora em diabetes. Sou jornalista provisionada, tenho um jornal e uma rádio na cidade de Tramandaí, o que me oportuniza também um excelente relacionamento com autoridades de todos os níveis e setores públicos. Como não concluí a faculdade de jornalistmo e não tenho curso técnico na´área de saúde, gostaria de saber como proceder para ser uma educadora em Diabetes.