Conscientização dos Profissionais

Reportagem: Flavia Garcia Reis

Em primeiro lugar, é preciso que os profissionais acreditem na propriedade terapêutica da educação em saúde. Esta opinião é comum entre os vários profissionais presentes na 1ª Oficina. Para Rosa Sampaio – do Ministério da Saúde – é preciso, ainda, trabalhar o conceito do cuidado continuado. Ou seja, a formação de um ciclo de atenção ao paciente, que vai desde o cuidado familiar, passando pela atenção básica (com primeira consulta, orientações gerais), pelas equipes de urgência e emergência, internação, cirurgia e todas as etapas envolvidas, voltando sempre para a atenção básica.

Para o endocrinologista Raimundo Sotero, presidente da Regional de Sergipe da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, é preciso que esta preocupação com a educação do paciente seja geral. “Deve ser como um “spam” do bem. Não adianta achar que o método funciona. Nós temos certeza que educar é evitar complicações. Ter diabetes não é um atestado de complicação, é apenas uma aquisição de um problema crônico, que vai depender do paciente se o saldo será positivo ou negativo. E, para que o paciente tenha ciência dos problemas que poderá enfrentar, ele precisa ser instruído”, afirma ele.

A Dra. Adriana Costa e Forti, representante da Sociedade Brasileira de Diabetes, presente na Oficina, acredita que este processo de “dar as mãos” – iniciado com a criação da Relad e fortalecido pela realização deste evento e pela criação da Relad Brasil – é tão importante quanto a conscientização dos profissionais da saúde.

Estão envolvidos: Governo federal, gestores estaduais e municipais, a Sociedade Científica, a sociedade civil, prestadores de serviço e usuários (pacientes e familiares). Todos em prol de um mesmo objetivo.

“Sabemos que a educação é a arma terapêutica mais importante para o diabetes. Estamos vendo, aqui, esta movimentação em torno da criação de uma rede, que agrega diversas entidades preocupadas e atentas com a atenção à educação. Estou muito animada com este movimento, já institucionalizado, e acho que é por aí. O processo educativo requer que todos estes atores estejam ativos e participando de um mesmo objetivo”, finaliza a Dra. Adriana.

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