Reportagem: Flavia Garcia Reis
Uma pesquisa mundial, realizada pela OPAS e OMS, resultou na publicação de um Atlas que identifica os programas educativos, dificuldades, número de pacientes em cada país participante. Durante esta 1ª Oficina Brasileira e Latino-Americana de Educação em Diabetes, o atlas foi apresentado pela Sra. Micheline Meiners.
Sua meta era desenvolver um documento que pudesse reunir os dados dos programas existentes, de forma a possibilitar a troca de experiência entre eles e contribuir para o surgimento de novos centros de educação de pacientes. Apenas os casos de Diabetes Melittus tipo 2 (DM2) foram analisados neste trabalho, que englobou 19 países, entre os anos de 1999 e 2002.
A crescente incidência do aparecimento do diabetes tipo 2 em pacientes jovens, em idade reprodutiva – situação preocupante devido ao fator de hereditariedade do DM – foi um dos principais problemas identificados durante esta pesquisa. Foi atestado, ainda, que os custos governamentais em relação ao diabetes representam de 2,5% a 15% do total gasto pelos sistemas de saúde nos países. Outro fator preocupante citado foi a questão psicossocial dos pacientes.
Segundo Micheline, com este trabalho foi possível perceber que existem muitos programas educativos interessantes e bem elaborados, nos países da América Latina, para o paciente com DM2. Entretanto, também há uma enorme falta de conhecimento dos profissionais e associações, que acabam não trocando informações antes de criar o seu programa e encontrando muitas dificuldades, por acharem ser pioneiros.
A proposta – de Sergio Metzger, Edwin Jimenés, da própria Micheline e de alguns profissionais presentes – foi a criação de um Atlas Nacional, e atualizado. Até porque nestes últimos 5 anos alguns centros iniciaram seus trabalhos educativos com pacientes.
5 de junho de 2007
admin
Posted in 
Muito interessante esta niicativa.Acredito que necessitamos apreender as experiência de outros profissionais para trabalhar bem a questão da educação em diabetes, que é a chave mestra para qualidade de vida do diabético.
Gostaria de saber como ter acesso a este documento tão importante, pois sou enfermeira de um Centro de Diabetes do interior do Ceará e acrredito que este atlas será importante para nossa prática profissional no serviço.
Gostaria de saber se a diabetes do tipo 1 é genética.